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terça-feira, 24 de julho de 2012

Ermo


Quando menos espera as coisas mudam,
Como se a noite fosse silêncio,
E os gritos não pudessem ser ouvidos.
A impressão é de que todos os vivos estão mortos,
O suicídio coletivo da amizade!
Não presuma que não machuca,
Nem acredite que a razão sempre prevalece.
É mentira, e contudo, isso norteia!

.......................£ivia Ulian

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Non Ducor, Duco!

Aqui sobre a Cruz de Cristo,nasceu esta cidade dedicada ao Apóstolo Paulo pelos Jesuítas Padre Manuel da Nóbrega e o Irmão José de Anchieta entre outros.
25 de Janeiro A.D. 1554.

Minha família chegou ao Brasil em 02 de Abril de 1885 no navio Bismarck. Italianos, Austro-Húngaros e Alemães, descontentes com a Tríplice Aliança de 1882, vieram a procura das oportunidades de vida que Francis e Sissi não ofereceram a seus concidadãos.

Em 1º de Setembro de 1910, nascia o Sport Club Corinthians Paulista, ali no Bom Retiro, tendo como inspiração o Corinthians Football Club da Inglaterra. Já nasceu orgulhoso esse Corinthians, esse Timão, Coringão, um time de futebol de operários que se tornou o amor de 30 milhões de Brasileiros, de todas as classes sociais, apesar de ser fundamentalmente proletário. Não importou o jejum de 23 anos sem títulos, a torcida só aumentou, o amor pelo time virou Fidelidade, Fé, Paixão!.

Ah esse Todo Poderoso, que tomou pra si a alcunha de Timão, que transforma jogadores medianos em guerreiros, grandes craques em “torcedores fiéis”, que converte ateu em devoto de São Jorge. Pra nós não importa qual campeonato, 1914, 1977, 1995, 2000, 2008 ou 2011, se é contra a macaca ou contra os argentinos, o que importa é quem somos, Aqui é Corinthians!, somos o Bando de Loucos, Loucos por Ti Corinthians!

O Dr. Sócrates disse uma vez que queria morrer num domingo, com o Corinthians campeão, São Jorge ouviu o craque-doutor e aquele domingo começou com lágrimas pela ausência do democrata e terminou como uma Homenagem ao Ídolo!

Eu não sei a quantos jogos fui, nem quantas vezes tive o prazer de gritar “É Campeão” no meio da Fiel, de abraçar pessoas que não sei o nome e outros que sei o nome tão bem. Nem imagino quantas foram as vezes que não consegui terminar o Hino, creio que nunca cantei inteiro, pois as lágrimas sempre enchem os olhos e a voz desaparece. Lealdade, Humildade, Procedimento!

São duas as pessoas que não estão mais aqui das quais eu sinto falta hoje, quase opostas, a tia Ninha, Gavião de Carteirinha, que me levou a um jogo do Timão pela primeira vez e meu Pai, que daquela maneira séria e contida era o Gavião de Coração, que não falava uma palavra enquanto o Jogo não acabava.

É, Vai Corinthians, pois Eu Nunca Vou te Abandonar, porque Te Amo!


.......................................................£ivia Ulian