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domingo, 27 de novembro de 2011

Poço do Saber Eterno

Woody Allen (nome artístico de Allan Stewart Königsberg; New York, 1 de dezembro de 1935).


"As pessoas sempre se enganam em duas coisas sobre mim: pensam que sou um intelectual (porque uso óculos) e que sou um artista (porque meus filmes sempre perdem dinheiro)".

Não lembro qual foi o primeiro filme que assisti do Allen, foram tantos e tão poucos. Imperdoavelmente não foram todos, mas está é uma das coisas que eu preciso corrigir.

Todas as vezes que passava um filme do Allen na TV, eu queria ver (claro!) e minha mãe queria tirar (?), e o pior era que não tinha absolutamente nada pra por no lugar. Ela realmente nunca gostou dele, pena! Inicialmente fui atacada com perguntas a respeito da minha compreensão do significado de todo aquele falatório. Achava a pergunta tão fora de propósito que não conseguia ver qual a utilidade de responder com sinceridade. Uma vez perguntei se preferia que eu assistisse somente ao Charles Chaplin - nesta noite não vi Zelig. Então só respondia: Tá bom, não entendo nada, mas gosto do som da voz dele, agora é possível eu assistir?!

A inteligencia e a sensibilidade desse nova-iroquino clarinete sempre me emociona, mostra direções, acrescenta razão aos acontecimentos. Brilhante, Genial... Sei hoje o que é não ter palavras para descrever alguém, e sendo esse alguém quem é, talvez fosse mais fácil falar dele através de suas próprias cenas. Então me volto para elas e penso Manhattan ou Midnight in Paris?

Escolho Paris, porque também não sou de lá. Cheguei a conclusão de que na próxima vez que for a Paris, vou passar a meia noite sentada na porta de uma certa igreja esperando um Peugeot antigo chapa 3123 para me levar até a casa da Gertrude conhecer o Hemingway.

Amigo Velho
....................................................Livia Ulian

terça-feira, 15 de novembro de 2011

13 Dá Sorte


No dia 20 de Julho de 2011 comprei pela internet meus ingressos para o SWU de Paulínia, nesse dia estava tudo pela metade, não sabiam todas as bandas que iam se apresentar, o local estava decidido mais muito longe de estar pronto, mas uma coisa era clara, Peter Gabriel iria se apresentar com The New Blood Orchestra no dia 13 de Novembro de 2011 aqui na terrinha. Pra mim e pra mais um monte de amigos, não precisava de mais nada, a partir daquele dia eu sabia exatamente onde estaria nessa data.

Entrei em um ritmo de trabalho alucinado, não estava dando tempo pra absolutamente nada, aliás continuo correndo. Mas toda semana dava uma olhadinha pra ver se o show ainda estava em pé... Passei todos esses meses insegura em relação a realização do festival.

Na semana passada, me preocupei em buscar transporte para o SWU, não queríamos ir de carro porque voltar guiando é um transtorno. Esse ano a produção do evento acertou com o transporte, não tenho a menor idéia do acordo feito entre eles e a VB, mas funcionou.

Comprei as passagens de ônibus no sábado ida/volta (a fila estava imensa, mas dei uma olhada no domingo e já estava tudo organizado). Partimos da rodoviária do Tietê tranquilamente e fomos levados a rodoviária de Paulínia, exatamente a 200 metros da entrada do show, sem desgaste, sem empurra-empurra, tanto na ida quanto na volta. Perfeito!

Uma coisa legal, tanto na rodoviária quanto no ônibus e lá no show estava cheio de estrangeiros. Acho muito importante que as pessoas possam vir ao Brasil para esses eventos e que as coisas dêem certo, longe de sermos perfeitos (aliás longe mesmo), mas estamos melhorando e gosto de tratar a todos eles exatamente como sou tratada quando estou fora, MUITO BEM!

O local do SWU também é onde está o Teatro onde fazem o Festival de Cinema, gente está Lindo, tudo super bem organizado, fácil acesso, limpo... Só tenho elogios! Calma, odeio banheiro químico, mas também entendo que não tem jeito.

Realmente não sei o que aconteceu com a Tedeschi Trucks Band, queria ter visto! Mas curti o playback do Chris Cornell até o fim, depois do que o ultraje fez, um playbackinho não pega nada. Vi no programa que os show tinham duração diferente. Após a chuva o atraso chegava a duas horas e os artistas combinaram de diminuir seus shows em 15 minutos cada. Mas alguns roadies resolveram brigar e ajudados por uma banda, embaçar o evento. Durante o show do Duran Duran, que nunca fui fã, mas que quem gosta adorou, fiquei do lado de cá vendo a montagem do palco do Peter Gabriel, pela equipe competentíssima, a turma do macacão vermelho.

O Show infelizmente começou atrasado, mas fazer o que, eu fui lá pra ver Peter Gabriel... Eu queria mais, queria 10 horas de show, passaria a noite ali, ele É e Sempre foi Brilhante, primeiro o Show teve Música, maravilhosamente tocada e regida, Vídeos escolhidos perfeitamente, Conteúdo de acordo com as idéias e propostas do SWU (mas afinal é exatamente o que ele, Peter Gabriel, faz há anos), teve respeito por Todos Nós Brasileiros, pois ele preparou um roteiro em português pra contar a respeito de suas músicas. Diferente de muitos ele tem Pai e se orgulha dele, também diferente de outros ele nós pediu para gravar uma mensagem de “voltem pra casa” para as crianças do Congo ao invés de enfiar um palavrão cú, bundão ou filho da puta. Olha que diferença!

Cansei de rebelde sem causa que quer brincar de invadir a praia!

Valeu Uma Vida! Obrigada Peter Gabriel & New Blood Orchestra!

..............................................................Livia Ulian

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Dialética!


Durante minha vida tive contato com todo tipo de gente, com as mais variadas idéias. Cada vez mais acredito que as coisas são cíclicas. De uns tempos pra cá tenho encontrado algumas pessoas que estavam distantes... Nenhum motivo especial para o afastamento, somente a falta de tempo e diversificação de atividades. Infelizmente nem sempre nossos caminhos seguem a mesma direção ou sentido. Mas entendo também que esses caminhos podem ser paralelos e que de acordo com o chacoalhar da carruagem acabamos nos deparando com aqueles há muito desaparecidos... Claro que eles devem pensar o mesmo de mim... ou não!

Esses encontros e desencontros nem sempre são o cúmulo da felicidade, como aconteceu comigo e uma ex-amiga – pensando nela hoje entendo que ela esteve presente em momentos importantíssimos de minha vida, momentos esses de formação de personalidade, mas que infelizmente no desfecho, ela se fazia ausente. Um exemplo disso foi quando minha mãe morreu, naquela semana estávamos assistindo palestras sobre a Teoria da Revolução Permanente na frente Trotskista (sim, até isso eu fiz!), não fui nas duas últimas palestras, por justos motivos, e só fui ver esta pessoa novamente quando ela brigou com a sua própria mãe e fugiu pra minha casa, creio que isso deve ter sido uns dois anos depois - nem preciso dizer que após ela arrumar uma casa nova pra morar , só surgiu novamente passados longos 10 anos e obviamente com algum problema insolúvel... Cansei... Vai em paz!

Outra pessoa da mesma época vai e volta e junto com ela somente coisas boas acontecem – isso me veio a mente porque acabou de cair na minha mão um artigo do Leonardo Boff (adoro o ex-frei), coisa boa sempre vem acompanhada... não vou contar hoje, todas as nossas aventuras, pois iria ser muito longo. A parte estranha disso é que parecia que eu havia adormecido, faziam anos que eu não lia nada dele e isso não pode acontecer – virei o blog do Boff no avesso, ufa continuo em sintonia. Fiquei pensando, que talvez minha preocupação com as coisas realmente importantes já tivesse sido maior. Será!?

Conhece-te a ti mesmo! E conhecer a si mesmo não é só uma questão de espelho, colocar-se em sintonia com o universo e entender que papel você tem na criação, por menor que seja, é uma das coisas mais difíceis e maravilhosas de se buscar! Tem que ter paciência, perseverança, não pode ter pré-conceito, porque os papeis são diversos e muitos deles só são compreendidos muito tempo depois.

Há anos estou na Senda, acumulei conhecimento e informação. Fiz amigos, companheiros do caminho. Sou humana, gosto e desgosto de pessoas, continuo errando e acertando em proporções diferentes, me incomodo com atitudes e acima de tudo sei que meus 50% Certos não estão de maneira alguma Errados.

................................................................ Livia Ulian

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Nenhuma Resposta!


Ontem estive na livraria procurando um autor novo. Não que eu esteja cansada dos velhos companheiros, mas queria ouvir novas idéias, parecidas ou discordantes das minhas nos temas que me interessam. Obviamente não li tudo que existe por aí, mas estava em busca de alguma novidade ou velhidade desconhecida.

Claro que existem limites para novidade, pois alguns assuntos eu simplesmente não consigo nem começar. As pessoas podem achar que eu desprezo o tema, mas não é nada disso, cada um gosta do que gosta e portanto gasta seu dinheiro com aquilo que lhe faz bem. Simples!

Retomando... Os rapazes da livraria, sempre solícitos, estavam me apresentando autores e temas, e um livro me interessou, explico de antemão que títulos enganam e o 11º Mandamento não tem nada de religioso, mas naquela momento perguntei pela religião do autor. Por quê fiz isso? Porque prefiro livros onde o autor não tome partido religioso. A religiosidade é muito parcial e sempre causa comoção.

Como sou falante, acabei por dizer exatamente isto pros rapazes e um pouco mais. Eu disse não ser cristã, judia, muçulmana, budista ou qualquer outra coisa que o valha. Nesse momento um cliente interveio e disse admirar minha atitude, pois ele era ateu e não via as pessoas serem tão objetivas em público quanto eu. Vale aqui comentar que o ser era muito simpático e que espero vê-lo mais vezes por lá...

Creio que ele acreditava que eu sou ateia! Mas isso não é verdade, eu sou Ignóstica e isto é uma posição teológica. Eu não vou dizer que sou teísta ou ateísta, sem antes definir deus, e na minha opinião, estamos muito longe de uma definição consensual.

Definir deus é tão difícil que até esta simples frase corre o risco de ser mal interpretada e tomada como uma ofensa. Mas entendo que hoje, qualquer afirmação que se faça é impossível de verificar, e invariavelmente é forjada a ferro e fogo pelos seus defensores, e pode se tornar estopim para todo tipo de desentendimento.

Aí fiquei pensando que a palavra deus se tornou um adjetivo carregado de qualidades... Veja bem, quando uma cristã diz: Aquele cara é um deus greco, está subentendido que falamos do deus Apolo. Mas espere, ela não era cristã? Sim, só que a imagem atribuída ao deus cristão é de um senhor idoso barbado e que não desperta desejo sexual em ninguém. Ok alguém pode me chamar de herege por causa disso, mas prefiro Apolo, melhor ainda, quem me conhece sabe que prefiro Ares!

A propósito, comprei O Espantalho!

......................................................Livia Ulian

terça-feira, 10 de maio de 2011

Sensação...


Hoje acordei com vontade de escrever, na verdade tenho essa vontade todo dia, mas vontade não quer dizer inspiração...

A primeira coisa que fui buscar pra ouvir foi “Aquela Coisa Toda” e me pergunto se fomos nós que perdemos toda aquela magia ou se infelizmente ela foi substituída por situações tão sem graça e desprovidas de segredo que perderam o brilho. Sim, porque acredito na magia e no segredo, pois quando tudo que é muito descarado, perde o rítmo. É como beber demais!

No meio do universo de coisas que tenho para fazer também surgiu o Eric Clapton, afinal sou a encarregada de vigiar os ingressos para que o show não fuja e pelo que estou vendo da quantidade de adesões, terei que alugar um ônibus.

Parece que todo mundo resolveu vir ao Brasil e 2011, até a Tia Alice está por aqui este mês, bem pelo menos assim dizem as notícias internéticas...

Na verdade o que está me preocupando hoje é a última turnê dos Stones... 2011...2012... não sei quando, só sei que vou... aqui ou no inferno! Não gosto da sensação deles pararem, não gosto do mundo sem os Rolling Stones...

Sofrendo por antecipação... agora entendi Aquela Coisa Toda....

..............................................................Livia Ulian

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

A Inveja Não Mata

Se a Inveja matasse eu já teria participado do enterro de pelos menos uma pessoa...
Como é engraçado perceber que alguém morre de inveja de você, pelo simples fato de você Existir. Antes, isso me chatearia, eu ficaria imaginando porque um pessoa teria um sentimento tão baixo por mim... E isto me incomodaria! Hoje eu sei que não sou Eu quem causo a Inveja e sim a falta de amor próprio da pessoa.
Interessante descobrir o quanto o material não tem importância, mesmo para aqueles que passam a vida juntando fortuna. E na verdade creio que isso é apenas um sintoma, uma tentativa frustada e impossível de preencher o vazio da alma com dinheiro.
O Invejoso podia estar feliz com a própria vida, fazer coisas divertidas, viajar, estudar, namorar, ter amigos... Mas não, perde seu tempo invejando! Que vida miserável!
Não tenho dó, não tenho raiva, não quero bem nem mal... Só quero distancia!
............................................................Livia Ulian