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terça-feira, 25 de novembro de 2014

Nébula




Como eu queria ser inumano,
virar o mundo sem compromisso,
enlaçar-me de liberdade,
e não me arrepender jamais.
Queria me perder em movimento,
extenuada em meio ao caos,
desafinar a cada lamento,
em alianças que a noite trás.
Sentiria o amor mesclando a dor,
me afogando na escura beleza,
e definharia em completo prazer,
onde a vida já não é abandono.


..............................£ivia Ulian

terça-feira, 28 de outubro de 2014

O Imperador

De humor túrbido, filosoficamente cínico, e uma acidez incorrigível.
Versátil, metódico, com certeza inteligente.
Imprudente ou sage, tanto faz.
É impertinente? Com certeza e de uma perspicácia que sufoca a própria rabugice.
Monótono, nunca.
Impaciente!!!

............................................................Livia Ulian

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Perguntas

...E aí vem aquela pessoa com toda superioridade adquirida nos seus anos de ajuda humanitária, espiritualidade desenvolvida e materialmente desapegada e te pergunta: Qual o seu partido político?.... e você contrariado por todas as decisões que tomou levado por um miserável sentimento de Igualdade, o usurpado desejo de Fraternidade e amaldiçoado pela busca por Liberdade responde: Não tenho partido, Tenho Ideais!...


.................................................Livia Ulian

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Papo Cabeça!

Não gosto! é só isso, nada mais. Claro que tem motivos envolvidos, e sua existência é o principal.

Não perdoo! porém os motivos são diferentes e o primeiro deles é: pelo que mesmo? Se você conseguir me recordar o porque, então eu não esqueci e se não esqueci, não perdoei. O Segundo, é o fato de não acreditar que eu deva lhe perdoar por alguma coisa, afinal é a sua natureza.

Não confunda Gostar e Perdoar.

Muitos acham que tem o poder de perdoar ao outro, e eu acho que isso não faz parte do nosso livre arbítrio. Perdoar a si mesmo já seria um ganho. Aliás o ganho |absoluto| seria não se culpar, mas o modelo judaico-cristão impede a maioria de seguir nessa direção.

Gostar é diferente, afinal eu posso até gostar de alguém Imperdoável!

......................................................................................£ivia Ulian

terça-feira, 8 de abril de 2014

Saudades do Nicholas Meyer.....

Not anymore; now we can do both at the same time! According to myth, the Earth was created in six days. Now, watch out! Here comes Genesis! We'll do it for you in six minutes!

É, e quem sabe o torpedo Genesis possa ajudar o JJ....

Diário de Bordo, data estelar 3141.9 (ano 2267), a USS Enterprise NCC 1701 encontra à deriva um cargueiro modificado para carregar passageiros criogenicamente congelados. O SS Botany Bay foi lançado da Terra durante a década de 1990, levando produtos das Guerras Eugênicas.

Em 1967 A.D., o mundo conheceu Khan Noonien Singh. Não sei recordo quantos anos depois desse dia o episódio passou no Brasil, não era como os lançamentos mundiais das séries de hoje, nada disso, demorava muito. Milhares de anos na minha visão sagitariana!

Um fato de relevância... Tempos atrás, quando conheci a Princesa Dot, sim a amalucada irmã Warner, ela teve o despautério de chamar nosso vilão de Ricardo Montalbán Peito de Pombo, já não bastava ele ter passado anos sendo o Sr. Roarke, Nosso Anfitrião, agora tinha o inflexível Peito de Pombo... isso não melhora a situação do Khan, mas me faz rir sempre que revejo o filme.

Retomando... O Khan de "Space seed" era uma cara até que cordial e que devido ao seu affair com Tenente Marla McGivers, aceitou ficar em Ceti Alpha V e viver uma vida feliz com sua comunidade geneticamente melhorada. Mas como nem tudo foram flores no setor Mutara, Ceti Alpha VI explodiu e Khan voltou irado em 1982 A.D. (data estelar 8130.3 - Março 22, 2285). Com seu visual "Mad Max II", bem menos cordato, muito rancoroso, diria até imperiosamente cruel, continuava sendo o Montalbán com seu Peito de Pombo e Intelecto Superior.

Este longa colocou a comunidade de pernas para o ar, nosso mentor Spock e suas soluções em benefício do Todo, Morreu, nos deixando órfãos de sabedoria e pureza (está foi a primeira vez em minha vida que pensei em assassinar um roteirista - a segunda foi no último capítulo da 6º Temporada de True Blood).

Os anos seguintes foram difíceis, mas resistimos bravamente até 1984 A.D. quando estreou "Star Trek III: The Search for Spock" (data estelar 8210.3 - ano 2285). Fomos Ressuscitados por Harve Bennett!

Mais um fato de relevância...O universo Star Trek contem algumas peculiaridades, dentre elas o amor por Moby Dick, este parece ser o livro de une as gerações Trekkers. Quem não leu esse clássico deveria fazê-lo - em "Star Trek II: The Wrath of Khan" temos o vilão que cita Herman Melville brilhantemente, vejam os quotes usados na ponte da Reliant. E nosso capitão careca, Jean Luc Picard já foi até chamado de Ahab e mantém o livro em sua cabeceira.

Mr. J.J. Abrams não nos contou a data estelar de "Into Darkness", nos deu um novo Khan, sem o peito de pombo, sem o visual pós-apocalíptico, que parecia retirado da Nostromu, bem menos inteligente e nada imperioso, pois suas modificações genéticas aparentavam ser somente de força física, e Eu não acho que ele tenha lido Moby Dick.

Nosso velho Spock aparece para mais uma vez para tentar validar a nova tripulação e ajudar a engambelar o Khan e relembrar que daquela vez nos pagamos com nosso próprio sangue.

Perdemos a ligação entre o Spock e o McCoy (lembrem-se do Lembre-se!). Eu, particularmente perdi o Hikaru Sulu e o Pavel Chekov entre um filme e outro e realmente não confio no novo Montgomery Scott (ele parece mais um charlatão do que um gênio). E para nos agradar e tentar não fugir de alguma ideia pré-concebida de que o universo tentou matar a tripulação, desta vez quem morre é o Kirk, salvando a Enterprise.

Mais um vez tenho que falar em favor do Karl Urban, ele é o Dr. McCoy, tá lindo, divertido, inspirado, mal humorado, atarefado como só o verdadeiro McCoy poderia ser, Mr. DeForest Kelley.

Então Mr JJ eu aviso...

_No... no, you can't get away.
_From hell's heart, I stab at thee.
_For hate's sake I spit my last breath at thee.


......................................................................£ivia Ulian

quarta-feira, 12 de março de 2014

Quando um Poeta entende Outro....

The Raven by Edgar Allan Poe (first published in 1845)

Once upon a midnight dreary, while I pondered, weak and weary,
Over many a quaint and curious volume of forgotten lore,
While I nodded, nearly napping, suddenly there came a tapping,
As of someone gently rapping, rapping at my chamber door.
" 'Tis some visitor," I muttered, "tapping at my chamber door;

Only this, and nothing more."

Ah, distinctly I remember, it was in the bleak December,
And each separate dying ember wrought its ghost upon the floor.
Eagerly I wished the morrow; vainly I had sought to borrow
From my books surcease of sorrow, sorrow for the lost Lenore,.
For the rare and radiant maiden whom the angels name Lenore,

Nameless here forevermore.

And the silken sad uncertain rustling of each purple curtain
Thrilled me---filled me with fantastic terrors never felt before;
So that now, to still the beating of my heart, I stood repeating,
" 'Tis some visitor entreating entrance at my chamber door,
Some late visitor entreating entrance at my chamber door.

This it is, and nothing more."

Presently my soul grew stronger; hesitating then no longer,
"Sir," said I, "or madam, truly your forgiveness I implore;
But the fact is, I was napping, and so gently you came rapping,
And so faintly you came tapping, tapping at my chamber door,
That I scarce was sure I heard you." Here I opened wide the door;

Darkness there, and nothing more.

Deep into the darkness peering, long I stood there, wondering, fearing
Doubting, dreaming dreams no mortals ever dared to dream before;
But the silence was unbroken, and the stillness gave no token,
And the only word there spoken was the whispered word,
Lenore?, This I whispered, and an echo murmured back the word,

"Lenore!" Merely this, and nothing more.

Back into the chamber turning, all my soul within me burning,
Soon again I heard a tapping, something louder than before,
"Surely," said I, "surely, that is something at my window lattice.
Let me see, then, what thereat is, and this mystery explore.
Let my heart be still a moment, and this mystery explore.

" 'Tis the wind, and nothing more."

Open here I flung the shutter, when, with many a flirt and flutter,
In there stepped a stately raven, of the saintly days of yore.
Not the least obeisance made he; not a minute stopped or stayed he;
But with mien of lord or lady, perched above my chamber door.
Perched upon a bust of Pallas, just above my chamber door,

Perched, and sat, and nothing more.

Then this ebony bird beguiling my sad fancy into smiling,
By the grave and stern decorum of the countenance it wore,
"Though thy crest be shorn and shaven thou," I said, "art sure no craven,
Ghastly, grim, and ancient raven, wandering from the nightly shore.
Tell me what the lordly name is on the Night's Plutonian shore."

Quoth the raven, "Nevermore."

Much I marvelled this ungainly fowl to hear discourse so plainly,
Though its answer little meaning, little relevancy bore;
For we cannot help agreeing that no living human being
Ever yet was blessed with seeing bird above his chamber door,
Bird or beast upon the sculptured bust above his chamber door,

With such name as "Nevermore."

But the raven, sitting lonely on that placid bust, spoke only
That one word, as if his soul in that one word he did outpour.
Nothing further then he uttered; not a feather then he fluttered;
Till I scarcely more than muttered,"Other friends have flown before;
On the morrow he will leave me, as my hopes have flown before."

Then the bird said,"Nevermore."

Startled at the stillness broken by reply so aptly spoken,
"Doubtless," said I, "what it utters is its only stock and store,
Caught from some unhappy master, whom unmerciful disaster
Followed fast and followed faster, till his songs one burden bore,
Till the dirges of his hope that melancholy burden bore

Of "Never---nevermore."

But the raven still beguiling all my fancy into smiling,
Straight I wheeled a cushioned seat in front of bird and bust and door;,
Then, upon the velvet sinking, I betook myself to linking
Fancy unto fancy, thinking what this ominous bird of yore,
What this grim, ungainly, ghastly, gaunt, and ominous bird of yore

Meant in croaking, "Nevermore."

Thus I sat engaged in guessing, but no syllable expressing
To the fowl, whose fiery eyes now burned into my bosom's core;
This and more I sat divining, with my head at ease reclining
On the cushion's velvet lining that the lamplight gloated o'er,
But whose velvet violet lining with the lamplight gloating o'er

She shall press, ah, nevermore!

Then, methought, the air grew denser, perfumed from an unseen censer
Swung by seraphim whose footfalls tinkled on the tufted floor.
"Wretch," I cried, "thy God hath lent thee -- by these angels he hath
Sent thee respite---respite and nepenthe from thy memories of Lenore!
Quaff, O quaff this kind nepenthe, and forget this lost Lenore!"

Quoth the raven, "Nevermore!"

"Prophet!" said I, "thing of evil!--prophet still, if bird or devil!
Whether tempter sent, or whether tempest tossed thee here ashore,
Desolate, yet all undaunted, on this desert land enchanted
On this home by horror haunted--tell me truly, I implore:
Is there--is there balm in Gilead?--tell me--tell me I implore!"

Quoth the raven, "Nevermore."

"Prophet!" said I, "thing of evil--prophet still, if bird or devil!
By that heaven that bends above us--by that God we both adore
Tell this soul with sorrow laden, if, within the distant Aidenn,
It shall clasp a sainted maiden, whom the angels name Lenore
Clasp a rare and radiant maiden, whom the angels name Lenore?

Quoth the raven, "Nevermore."

"Be that word our sign of parting, bird or fiend!" I shrieked, upstarting
"Get thee back into the tempest and the Night's Plutonian shore!
Leave no black plume as a token of that lie thy soul spoken!
Leave my loneliness unbroken! -- quit the bust above my door!
Take thy beak from out my heart, and take thy form from off my door!"

Quoth the raven, "Nevermore."

And the raven, never flitting, still is sitting, still is sitting
On the pallid bust of Pallas just above my chamber door;
And his eyes have all the seeming of a demon's that is dreaming.
And the lamplight o'er him streaming throws his shadow on the floor;
And my soul from out that shadow that lies floating on the floor

Shall be lifted... nevermore!

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O Corvo, Edgar Allan Poe - Traduzido por Fernando Pessoa, ritmicamente conforme o original.

Numa meia-noite agreste, quando eu lia, lento e triste,
Vagos, curiosos tomos de ciências ancestrais,
E já quase adormecia, ouvi o que parecia
O som de algúem que batia levemente a meus umbrais.
"Uma visita", eu me disse, "está batendo a meus umbrais.

É só isto, e nada mais."

Ah, que bem disso me lembro! Era no frio dezembro,
E o fogo, morrendo negro, urdia sombras desiguais.
Como eu qu'ria a madrugada, toda a noite aos livros dada
P'ra esquecer (em vão!) a amada, hoje entre hostes celestiais -
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais,

Mas sem nome aqui jamais!

Como, a tremer frio e frouxo, cada reposteiro roxo
Me incutia, urdia estranhos terrores nunca antes tais!
Mas, a mim mesmo infundido força, eu ia repetindo,
"É uma visita pedindo entrada aqui em meus umbrais;
Uma visita tardia pede entrada em meus umbrais.

É só isto, e nada mais".

E, mais forte num instante, já nem tardo ou hesitante,
"Senhor", eu disse, "ou senhora, decerto me desculpais;
Mas eu ia adormecendo, quando viestes batendo,
Tão levemente batendo, batendo por meus umbrais,
Que mal ouvi..." E abri largos, franqueando-os, meus umbrais.

Noite, noite e nada mais.

A treva enorme fitando, fiquei perdido receando,
Dúbio e tais sonhos sonhando que os ninguém sonhou iguais.
Mas a noite era infinita, a paz profunda e maldita,
E a única palavra dita foi um nome cheio de ais -
Eu o disse, o nome dela, e o eco disse aos meus ais.

Isso só e nada mais.

Para dentro então volvendo, toda a alma em mim ardendo,
Não tardou que ouvisse novo som batendo mais e mais.
"Por certo", disse eu, "aquela bulha é na minha janela.
Vamos ver o que está nela, e o que são estes sinais."
Meu coração se distraía pesquisando estes sinais.

"É o vento, e nada mais."

Abri então a vidraça, e eis que, com muita negaça,
Entrou grave e nobre um corvo dos bons tempos ancestrais.
Não fez nenhum cumprimento, não parou nem um momento,
Mas com ar solene e lento pousou sobre os meus umbrais,
Num alvo busto de Atena que há por sobre meus umbrais,

Foi, pousou, e nada mais.

E esta ave estranha e escura fez sorrir minha amargura
Com o solene decoro de seus ares rituais.
"Tens o aspecto tosquiado", disse eu, "mas de nobre e ousado,
Ó velho corvo emigrado lá das trevas infernais!
Dize-me qual o teu nome lá nas trevas infernais."

Disse o corvo, "Nunca mais".

Pasmei de ouvir este raro pássaro falar tão claro,
Inda que pouco sentido tivessem palavras tais.
Mas deve ser concedido que ninguém terá havido
Que uma ave tenha tido pousada nos meus umbrais,
Ave ou bicho sobre o busto que há por sobre seus umbrais,

Com o nome "Nunca mais".

Mas o corvo, sobre o busto, nada mais dissera, augusto,
Que essa frase, qual se nela a alma lhe ficasse em ais.
Nem mais voz nem movimento fez, e eu, em meu pensamento
Perdido, murmurei lento, "Amigo, sonhos - mortais
Todos - todos já se foram. Amanhã também te vais".

Disse o corvo, "Nunca mais".

A alma súbito movida por frase tão bem cabida,
"Por certo", disse eu, "são estas vozes usuais,
Aprendeu-as de algum dono, que a desgraça e o abandono
Seguiram até que o entono da alma se quebrou em ais,
E o bordão de desesp'rança de seu canto cheio de ais

Era este "Nunca mais".

Mas, fazendo inda a ave escura sorrir a minha amargura,
Sentei-me defronte dela, do alvo busto e meus umbrais;
E, enterrado na cadeira, pensei de muita maneira
Que qu'ria esta ave agoureia dos maus tempos ancestrais,
Esta ave negra e agoureira dos maus tempos ancestrais,

Com aquele "Nunca mais".

Comigo isto discorrendo, mas nem sílaba dizendo
À ave que na minha alma cravava os olhos fatais,
Isto e mais ia cismando, a cabeça reclinando
No veludo onde a luz punha vagas sobras desiguais,
Naquele veludo onde ela, entre as sobras desiguais,

Reclinar-se-á nunca mais!

Fez-se então o ar mais denso, como cheio dum incenso
Que anjos dessem, cujos leves passos soam musicais.
"Maldito!", a mim disse, "deu-te Deus, por anjos concedeu-te
O esquecimento; valeu-te. Toma-o, esquece, com teus ais,
O nome da que não esqueces, e que faz esses teus ais!"

Disse o corvo, "Nunca mais".

"Profeta", disse eu, "profeta - ou demônio ou ave preta!
Fosse diabo ou tempestade quem te trouxe a meus umbrais,
A este luto e este degredo, a esta noite e este segredo,
A esta casa de ância e medo, dize a esta alma a quem atrais
Se há um bálsamo longínquo para esta alma a quem atrais!

Disse o corvo, "Nunca mais".

"Profeta", disse eu, "profeta - ou demônio ou ave preta!
Pelo Deus ante quem ambos somos fracos e mortais.
Dize a esta alma entristecida se no Éden de outra vida
Verá essa hoje perdida entre hostes celestiais,
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais!"

Disse o corvo, "Nunca mais".

"Que esse grito nos aparte, ave ou diabo!", eu disse. "Parte!
Torna á noite e à tempestade! Torna às trevas infernais!
Não deixes pena que ateste a mentira que disseste!
Minha solidão me reste! Tira-te de meus umbrais!
Tira o vulto de meu peito e a sombra de meus umbrais!"

Disse o corvo, "Nunca mais".

E o corvo, na noite infinda, está ainda, está ainda
No alvo busto de Atena que há por sobre os meus umbrais.
Seu olhar tem a medonha cor de um demônio que sonha,
E a luz lança-lhe a tristonha sombra no chão há mais e mais,

Libertar-se-á... nunca mais!


Lido e relido inúmeras vezes por £ivia Ulian

quinta-feira, 6 de março de 2014

Sob os Olhos de Livia

O palhaço não interpreta, ele simplesmente é! (foto do palhaço Torresmo deveria estar acima mais foi retirada da web)

Não tenho ideia de quem escreveu essa frase, mas concordo piamente e ontem eu lembrei... A long time ago in a galaxy far, far away... eu conheci o Palhaço Torresmo. Eu Gostava Dele! É, ele foi descrito na frase acima.

Tenho Amigos Palhaços, na verdade a maioria dos meus amigos pode ser chamada de mordaz, picante, crítica, nerd e não exatamente palhaço. Creio então, que seja melhor dizer que tenho Palhaços Amigos, que dedicam sua vida a essa profissão.

Isso posto, saibam que nunca gostei de palhaços (isso pode não ser mais a verdade), apesar de ter nascido no dia que os homenageia, sempre tive medo, creio que seja a maquiagem. O engraçado, sem trocadalho do carilho, é que não sou a única, conheço muitas crianças e adultos que tem esse mesmo medo. Isso me pareceu estranho, já que a hiperbólica e Augusta figura, deveria atrair o amor infantil, mas não há Branco que os salve. Nunca ri com eles e muito menos deles. Mas rio com os Palhaços Amigos!

O que acontece então? O que marcou as coisas dessa maneira?

Alguém, um dia associou os palhaços a figuras tristes, acho que a culpa é do Charlie Chaplin com seu Carlitos, que sempre me entristeceu e nem o Robert Downey Jr conseguiu me fazer gostar. Eu sempre os vi assim, sorrindo quando a vontade era de chorar, associo àquelas gargalhadas tristes que terminam em lágrimas e que deixam um sentimento de comiseração sufocante, nos outros, claro!

Existe também a tentativa frustrada de ser engraçado em "Os 3 Patetas", que ao invés de me fazer rir, me irritava completamente - acho miserável a ideia de rir "pelas costas" e de agredir fisicamente com a intenção de gracejar. Já os "Banana Splits", "Muppets", "Monkees", e até o "Fofão", sempre trouxeram inocência nas besteiras que faziam, eu ria com eles e não deles, pois cair sentado é diferente de levar tapas na cabeça. E ainda tem os queridos Jerry Lewis e Inspetor Chefe Peter Sellers Clouseau, que nunca fizeram nada com o propósito de prejudicar.

Pois é, isso tudo tem relação com a maneira que fui criada, crueldade não me faz rir. Em compensação, admiro a genialidade do "bobo da corte" Shakespeariano, ele é o lado mais fraco e sobrevive por causa de sua agilidade mental, da autocrítica e acima de tudo, por sua flexibilidade. Ele é satírico, daí meu amor incondicional por Mr. Woody Allen!

E veio o It, de Stephen King, nem a tragédia e muito menos a comédia estão presentes, somente a tradução do medo embrionário de uma figura sem rosto, e que portanto, pode se tornar qualquer um. Imortal e amoral, o eterno perseguidor, mas sempre fora de sua casa. Bem, pelo menos por um tempo tivemos um porto seguro, até o dia em que o Bicho Papão saiu de debaixo da cama e sentou na poltrona do quarto. Me pergunto até hoje por que fui assistir Poltergeist.

Circo agora, só o Cirque du Soleil.


£ivia Ulian

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Mas parece novela.....


Existem pessoas que pra posar de humanitários, adotam crianças. Realmente eu fico em dúvida do que é pior, adotar a criança e passar a vida usando e se aproveitando da "obediência vinda do agradecimento" ou deixar a criança entregue a própria sorte!

Em um papel cômico a querida Giulia Gam nos apresentou um desses monstros!

Claro que não são todos os pais adotivos que fazem isso, mas eles existem, Infelizmente. E nem todas as crianças são tão fáceis de usar, porque, apesar do que o adotante possa acreditar, já nascem com personalidade!

Aos 21 anos ela viu a oportunidade de se tornar conhecida casando com um "Muito Famoso", e o fez - claro que ela realmente poderia estar apaixonada por esse senhor 30 anos mais velho, afinal... minha mãe era 20 mais nova que meu pai (não, ele não era nem rico nem famoso)!
Aproximadamente dois anos depois, o casamento acabou porque ela queria fazer um filme que era sucesso garantido.

Sua filha adotiva seguiu os mesmos passos! Casou com um famoso, apaixonada ou não (atualmente continua com seu marido). Pra mim ela foi muito melhor que a mãe adotiva, principalmente porque ela ficou com o namorado da mãe (que ao contrário do que muitos acreditam, não é seu pai adotivo).

O namorado nunca casou com a mãe, aliás nunca viveram sob o mesmo teto! Mas a mamãe odiando ter sido feita de otária pela filha que "deveria agradecer sua vida a ela", começou sua campanha de difamação.

Primeiro, acusou o namorado de abuso da filha nr 01 (que nunca admitiu tal coisa), depois da filha nr 02 (mas retirou a queixa!!!). Que absurdo, filho é brinquedo agora, primeiro você acusa, quando os psicólogos dizem que era fantasia da menina, você vai e retira a queixa (O que eu quero saber é: Quem colocou a fantasia na cabeça da criança!!!???). E agora a pobre vai lá e acusa novamente.

Segundo, proíbe o filho nr 03 de ver o pai (o coitadinho só tinha 15 anos). Quando o garoto cresceu e se recuperou de toda a bagunça que foi feia em sua cabeça, voltou a ver o pai!

Terceiro, fala pra imprensa que o único filho biológico que tem com o namorado em questão, pode ser filho de outro (o ex-marido 30 anos mais velho)... Quantas vezes essa menino não deve ter ouvido isso em casa... aliás, o que mais ele ouviu em casa?

Resumo, quantas histórias mais, o quanto essas crianças foram atingidas na tentativa de difamar o ex-namorado?

Entendeu agora Cris, porque eu acho que essa mulher é DOIDA! e que o TH é só mais chato que o Sting!

........................Livia Ulian