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terça-feira, 10 de março de 2009

Magia é Toda forma de Arte que transforma a Vida!

Tem gente que passa a vida tentando ser perfeito, para poder ter Toth como defensor no “Saguão das Duas Verdades”. Estas pessoas só não sabem que a Pluma de Maat pesa diferente para cada um e que Hórus somos nós mesmos!

O carma da tua família não é teu, assim como seus méritos também não te pertencem. Honrar teu próprio nome é inteligente, mas a escolha é tua.

Você será sempre Mestre e Aprendiz então aprenda jogar Xadrez e Truco, vai precisar. E não se prepare para morrer, é desnecessário!

Só ajude aquele que te pedir. E exija reciprocidade! Afinal a vida é uma troca, tem que haver retorno para ter valor. Lembre sempre que a melhor forma de retorno é a amizade! Se você resolver ajudar aquele que não pediu, então estará jogando energia fora.

Faça hoje o que tem vontade e o que é obrigado porque não encontrou ninguém para fazer no seu lugar. As coisas que considerar chatas, deixe pra amanhã ou nunca (de preferência).

Dê sua opinião, e não se acanhe se disserem que é besteira, afinal é sua. Isso ajuda a selecionar as pessoas ao seu redor.

Conheça teus limites!!! Ultrapasse-os só para ver no que dá... Se quebrar a cara, tente outra vez ou não.

Lembre-se... a única coisa que não faz parte do ciclo do carbono são seus pensamentos! Exista...

Extrato de: Não gosto de Bege!
Jan'2008....................................................Livia Ulian

terça-feira, 3 de março de 2009

A Pêra Bartlett

A cerimônia da minha colação de grau do colegial foi bem simples, somente parentes próximos. As diferentes turmas iriam se reunir após o evento, para comemorar de acordo com seu perfil. Tenho livre trânsito por diversos grupos, poderia até dizer que sou uma pessoa eclética, caso não fosse o meu ecletismo completamente radical. De qualquer modo o ponto convergente destes grupos é o quociente de inteligência e após a formatura estava eu comemorando com um bando de roqueiros. Rock’n roll me deixa feliz!

Voltemos um pouco para este final de etapa da minha vida discente. Cada um que era chamado ao proscênio recebia sua quantidade de vaias, de acordo com seu statu quo, em teoria adolescente quanto mais se é vaiado, isto é, ovacionado pelos colegas, mais popular você é. Posso dizer que foi forte, meus pais ficaram um tanto quanto mal impressionados. Mas uma situação salvou minha honra com minha família e deixou meus colegas em dívida com seus próprios pais. Ao chamarem meu nome o professor de literatura se levantou, quebrando o “protocolo”, e pediu licença a mesa para entregar o meu canudo. Ramon Vasquez, o professor mais temido da escola me fazia esta reverência e junto com meu diploma entregou um marcador de livros com uma frase da Clarice Lispector (Amar aos outros é a única salvação individual que conheço!). Não, eu não acho que ele gostava de mim, posso dizer que meu professor admirava a pessoa que eu sou. E obviamente eu a ele!

Hoje enquanto guiava em direção ao trabalho, passei diante da escola e estas lembranças me vieram à mente. Por diversas vezes em minha vida deparei com situações assim. Nunca fui santa, muito pelo contrário, era um monstrinho com opinião própria, aliás, continuo sendo. Isto não muda o fato da minha mente correlacionar fatos, sentimentos, impressões e hipóteses, misturando as áreas de conhecimento e transformando tudo em bases para a realidade. Com isso acabo criando polêmica, não que eu acorde e pense: Hoje vou polemizar sobre a Revolução Francesa! Simplesmente acontece. Física é filosofia e música é matemática, ou vice-versa. Tudo é tão óbvio dentro da minha cabeça que nunca pensei que isto pudesse não ser o padrão de pensamento vigente. Demorei a entender que a cognição é facultativa.

Sou um ser pensante que é capaz de ir às lágrimas com “Encontro com Rama” ou com Bad do U2, que consegue ler Umberto Eco sem precisar de dicionário e ouve mil vezes a mesma música do Caetano para ter certeza. Acredito piamente que a Helena Petrovna Blavatsky é mais difícil que Cálculo Diferencial e Integral até que alguém que saiba cálculo me explique Helena.

Quem sabe um dia o código da bíblia, tão procurado por Newton, não nos mostre os eventos previstos pela psico-história de Asimov, transformando o Mulo em nosso futuro, assim como Nero foi nosso passado.

Em meio a tudo, peço a Zeus, incansavelmente, que interfira junto a Darwin, para que este perdoe a humanidade pelo criacionismo, e quem sabe um dia a Terra deixe de ser plana para estas pessoas e assuma seu formato de fato.

Memórias de Todas as Vidas
Mar'2009.....................................................Livia Ulian