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quinta-feira, 6 de março de 2014

Sob os Olhos de Livia

O palhaço não interpreta, ele simplesmente é! (foto do palhaço Torresmo deveria estar acima mais foi retirada da web)

Não tenho ideia de quem escreveu essa frase, mas concordo piamente e ontem eu lembrei... A long time ago in a galaxy far, far away... eu conheci o Palhaço Torresmo. Eu Gostava Dele! É, ele foi descrito na frase acima.

Tenho Amigos Palhaços, na verdade a maioria dos meus amigos pode ser chamada de mordaz, picante, crítica, nerd e não exatamente palhaço. Creio então, que seja melhor dizer que tenho Palhaços Amigos, que dedicam sua vida a essa profissão.

Isso posto, saibam que nunca gostei de palhaços (isso pode não ser mais a verdade), apesar de ter nascido no dia que os homenageia, sempre tive medo, creio que seja a maquiagem. O engraçado, sem trocadalho do carilho, é que não sou a única, conheço muitas crianças e adultos que tem esse mesmo medo. Isso me pareceu estranho, já que a hiperbólica e Augusta figura, deveria atrair o amor infantil, mas não há Branco que os salve. Nunca ri com eles e muito menos deles. Mas rio com os Palhaços Amigos!

O que acontece então? O que marcou as coisas dessa maneira?

Alguém, um dia associou os palhaços a figuras tristes, acho que a culpa é do Charlie Chaplin com seu Carlitos, que sempre me entristeceu e nem o Robert Downey Jr conseguiu me fazer gostar. Eu sempre os vi assim, sorrindo quando a vontade era de chorar, associo àquelas gargalhadas tristes que terminam em lágrimas e que deixam um sentimento de comiseração sufocante, nos outros, claro!

Existe também a tentativa frustrada de ser engraçado em "Os 3 Patetas", que ao invés de me fazer rir, me irritava completamente - acho miserável a ideia de rir "pelas costas" e de agredir fisicamente com a intenção de gracejar. Já os "Banana Splits", "Muppets", "Monkees", e até o "Fofão", sempre trouxeram inocência nas besteiras que faziam, eu ria com eles e não deles, pois cair sentado é diferente de levar tapas na cabeça. E ainda tem os queridos Jerry Lewis e Inspetor Chefe Peter Sellers Clouseau, que nunca fizeram nada com o propósito de prejudicar.

Pois é, isso tudo tem relação com a maneira que fui criada, crueldade não me faz rir. Em compensação, admiro a genialidade do "bobo da corte" Shakespeariano, ele é o lado mais fraco e sobrevive por causa de sua agilidade mental, da autocrítica e acima de tudo, por sua flexibilidade. Ele é satírico, daí meu amor incondicional por Mr. Woody Allen!

E veio o It, de Stephen King, nem a tragédia e muito menos a comédia estão presentes, somente a tradução do medo embrionário de uma figura sem rosto, e que portanto, pode se tornar qualquer um. Imortal e amoral, o eterno perseguidor, mas sempre fora de sua casa. Bem, pelo menos por um tempo tivemos um porto seguro, até o dia em que o Bicho Papão saiu de debaixo da cama e sentou na poltrona do quarto. Me pergunto até hoje por que fui assistir Poltergeist.

Circo agora, só o Cirque du Soleil.


£ivia Ulian

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